Resposta à Ana sobre imortalidade e reencarnação
     David

Olá, Ana!

Você perguntou sobre a reencarnação e a imortalidade da alma.
Vale a pena um histórico bem resumido.
No século XIX aconteceram, em diversas partes do mundo, fenômenos estranhos batizados de "raps", nos Estados Unidos e "mesas girantes", ou "mesas falantes" na Europa.
Eram sons sem causas físicas aparentes (nos EUA) e movimentos de mesas e objetos sem causas físicas aparentes (na Europa).
Algum tempo, e muita pesquisa depois, se chegou à conclusão de que se tratava de fenômenos causados por Espíritos, ou seja, por almas dos homens e mulheres que habitaram a Terra e agora estavam mortos. Aliás, vivos... bem vivos. E eles mesmos disseram isso, através das batidas que, por convenção, representavam letras e palavras (tiptologia).
Seria a imortalidade uma novidade? Não. Todas as religiões defendem isso, e algumas filosofias também.
A questão é que Allan Kardec chega ao cenário destes fenômenos, em Paris, dando a eles tempo e cuidado científico.
Desta forma, o que antes era propriedade da Religião e da Filosofia passa ao domínio da ciência. Ciência não aceita pelo mundo acadêmico, obviamente, pois coisas ligadas à sobrevivência da alma após a morte são encaradas como superstição. Mas ciência séria e profunda: a ciência espírita.
Então podemos dizer que no século XIX, com o método criado por Allan Kardec, se comprova a imortalidade da alma.
Aí partimos pro segundo ponto da sua pergunta: a reencarnação.
A reencarnação não foi comprovada pelo Espiritismo, mas através dele se obteve essa informação por parte dos Espíritos.
Via mediunidade, os Espíritos disseram que a reencarnação é uma realidade. É através dela que vivemos diversas experiências... crescemos, acertamos, erramos...
Diante das duas possibilidades "unicidade da existência" (vivemos uma só vez) e "pluralidade das existências" (vivemos múltiplas reencarnações), Allan Kardec julga mais coerente, com o corpo de informações que estava obtendo com as experiências e com os próprios Espíritos, a segunda opção.
É claro que essa exposição breve não soluciona muitas questões.
Então as aguardo, as questões, para conversarmos mais.
Abraço!







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